Há mais de uma semana que cerca de 60 trabalhadores da Pontual, fábrica de calçado situada em Avintes, Vila Nova de Gaia, se revezam à porta das instalações para impedir a retirada ou o roubo de material. A empresa encerrou inesperadamente a atividade no dia 31 de julho.
Desde o fecho da unidade, os trabalhadores organizaram um sistema de vigilância permanente das instalações, com turnos que asseguram a presença de funcionários junto à fábrica. O objetivo é proteger os bens existentes no interior enquanto aguardam desenvolvimentos relativos ao processo de insolvência.
Os funcionários garantem que pretendem manter a vigia até ser nomeado um administrador da insolvência, que ficará responsável pela gestão dos bens e pelos procedimentos legalmente previstos. Até lá, receiam que a retirada de equipamentos ou outros materiais possa comprometer o património da empresa.
O encerramento inesperado colocou cerca de seis dezenas de pessoas perante um cenário de indefinição. Além da perda dos postos de trabalho, os funcionários aguardam agora que o processo avance para perceberem quais os próximos passos e de que forma poderão reclamar os seus direitos.
A mobilização à porta da Pontual vai, por isso, continuar nos próximos dias. O PCP, com o deputado Alfredo Maia, já esteve à porta da fábrica com os trabalhadores em luta.