A China enviou dois pandas-gigantes para os Estados Unidos, este domingo, dia 27, num gesto de aproximação entre Pequim e Washington, que recupera a chamada ‘diplomacia do panda’. Ping Ping, um macho, e Fu Shuang, uma fêmea, partiram às 02:55 locais do Aeroporto de Chengdu-Shuangliu, num voo especial com destino a Atlanta, onde vão permanecer durante dez anos ao abrigo de um programa de cooperação para a conservação da espécie.
A viagem acontece poucos dias depois de Xi Jinping ter anunciado o envio dos animais durante a visita de Estado aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump, na Casa Branca. O presidente chinês apresentou os pandas como “embaixadores da amizade” entre chineses e norte-americanos, numa tradição diplomática que remonta à década de 1970. Em 1972, após a histórica visita de Richard Nixon à China, Pequim enviou Ling Ling e Xing Xing para Washington.
Nascidos em 2020, Ping Ping e Fu Shuang foram preparados durante semanas para a longa viagem. A equipa chinesa transporta bambu, rebentos frescos, maçãs e medicamentos, e veterinários e tratadores acompanharão a adaptação dos animais ao novo habitat. O Jardim Zoológico de Atlanta ampliou e renovou as instalações destinadas aos pandas.
A chegada marca também o regresso dos pandas a Atlanta, depois de os últimos quatro exemplares terem regressado à China em 2024, encerrando um ciclo de 25 anos durante o qual nasceram sete crias no zoo norte-americano.
Símbolo nacional chinês e uma das espécies mais reconhecidas do planeta, o panda é há décadas também um instrumento de diplomacia de Pequim. O empréstimo de Ping Ping e Fu Shuang surge agora como um sinal de cooperação numa relação entre China e Estados Unidos marcada nos últimos anos por fortes tensões comerciais e estratégicas.