Perto de 3300 professores do ensino básico e secundário e educadores de infância aposentaram-se no ano letivo de 2025/26. Ao todo, foram 3295 docentes a deixar a profissão, um dos valores mais elevados da última década, embora abaixo dos 3700 registados no ano letivo anterior.
Apesar do elevado número de aposentações, mais de 2 mil docentes decidiram adiar a reforma e continuar a trabalhar. A medida de incentivo criada pelo Governo, que atribui um suplemento de 750 euros brutos por mês aos professores que prolonguem a carreira depois de atingirem a idade de reforma, terá contribuído para esta decisão. O apoio representou um investimento de cerca de dez milhões de euros.
A saída de milhares de professores deverá continuar a pressionar o sistema educativo nos próximos anos. Um estudo da Direção-Geral de Estatística e Ciência estima que cerca de quatro mil docentes se reformem anualmente. As previsões apontam para a necessidade de contratar mais 20 mil professores até 2029/30 e cerca de 3800 no ano letivo de 2034/35.
As maiores necessidades deverão verificar-se no terceiro ciclo e no ensino secundário, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática.