Luanda volta a assumir, nos dias 22 e 23 de outubro, um papel de destaque no debate sobre a paz e o desenvolvimento em África, ao acolher a 4.ª edição da Bienal de Luanda — Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência.
Organizada conjuntamente por Angola, UNESCO e União Africana, a edição deste ano coloca a governação da água no centro da agenda, sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.
Angola vai aproveitar o encontro para apresentar a experiência desenvolvida no combate à escassez de água e aos efeitos das alterações climáticas, destacando projetos como as barragens de Ndué e Calucuve e o Canal do Cafu, integrados no programa de combate à seca no Sul do país.
O ponto alto será um Diálogo Intergeracional de Alto Nível, reunindo chefes de Estado e de governo, responsáveis africanos e jovens líderes do continente e da diáspora. Em debate estarão igualmente a cooperação transfronteiriça, a chamada “diplomacia da água”, as migrações, a inovação e a formação de capital humano.
O Presidente João Lourenço fará o discurso oficial de abertura de um encontro que pretende apresentar a água não como motivo de disputa, mas como instrumento de cooperação, estabilidade e aproximação entre os povos.
O programa inclui ainda quatro painéis temáticos e a 2.ª Conferência Nacional e Ecuménica sobre o Resgate dos Valores Morais, Cívicos e Religiosos em Angola.