Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, era formada em Educação Física e Gestão Desportiva, estava noiva e tinha uma vida inteira pela frente. Horas antes da tragédia, a jovem partilhou nas redes sociais fotografias dos preparativos para um salto de rope jump e mostrou as pulseiras de acesso ao evento. Em tom de brincadeira, escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
Pouco tempo depois, Maria Eduarda morreu durante uma atividade realizada na chamada “Ponte do Esqueleto”, em Limeira, no interior de São Paulo, a cerca de 150 quilómetros da capital paulista.
O acidente aconteceu no sábado, 13 de junho, durante um salto pendular, modalidade em que o participante é impulsionado pelos instrutores. Imagens gravadas no local mostram o momento em que a jovem é balançada e lançada da estrutura sem que o equipamento de segurança estivesse devidamente preso. Maria Eduarda caiu de uma altura aproximada de 40 metros.
A Polícia Militar deteve seis pessoas ligadas às empresas responsáveis pela atividade. Entre os detidos estavam dois instrutores que tentaram fugir por uma área de mata, mas acabaram localizados e capturados com o apoio de um helicóptero.
Segundo as autoridades, os envolvidos não conseguiram explicar como ocorreu a falha que levou à morte da jovem. O caso continua sob investigação e poderá resultar em responsabilização criminal.
A empresa responsável pela atividade cobrava R$ 180 (cerca de 29 euros) por participante para realizar o salto na Ponte do Esqueleto e mantinha uma agenda ativa de eventos para os próximos meses. O 24Horas chegou a enviar uma mensagem ao perfil oficial da empresa no Instagram para solicitar esclarecimentos sobre a tragédia. No entanto, após o contacto da reportagem, a página da empresa deixou de estar disponível na rede social.
A morte de Maria Eduarda gerou forte comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares prestaram homenagens à jovem, recordada pela alegria, dedicação aos estudos e paixão pelo desporto.



