Com o Mundial 2026 a arrancar nos Estados Unidos, muitos adeptos ingleses preparam-se para enfeitar as suas casas com a Cruz de São Jorge. Mas há regras a cumprir e ignorá-las pode sair caro.
As autoridades locais britânicas podem multar quem não respeite a regulamentação sobre a exibição de bandeiras em edifícios, com coimas que podem chegar às 2.500 libras , cerca de 2.900 euros.
As regras são claras: em mastros verticais fixados ao telhado, é permitida apenas uma bandeira, sem restrições de tamanho. Já em mastros projectados a partir de qualquer outra parte do edifício, a bandeira não pode exceder dois metros quadrados. Quem quiser exibir uma bandeira de maiores dimensões tem, por isso, de a colocar no telhado. Estão igualmente isentas de penalização as bandeiras pequenas penduradas em janelas e os cordões de bandeirolas decorativas.
As coimas começam nos 100 libras (cerca de 116 euros) para quem recuse retirar uma bandeira fora das normas após notificação, podendo escalar até às 2.500 libras em caso de reincidência. Nos automóveis, não existe proibição específica de exibir bandeiras, mas qualquer elemento que obstrua a visibilidade do condutor pode resultar numa coima de mil libras (cerca de 1.156 euros) e três pontos na carta.
Por detrás das regras urbanísticas , neutras e aplicáveis a todas as bandeiras sem distinção, existe, porém, um debate genuinamente político. A Cruz de São Jorge tornou-se um símbolo cada vez mais contestado no Reino Unido, com receios de apropriação por grupos de extrema-direita, nomeadamente após os motins de 2025, quando milhares de bandeiras inglesas surgiram em mais de 200 localidades coincidindo com protestos anti-imigração. O tema divide: os conservadores criticam as restrições como burocracia excessiva, enquanto sectores da esquerda e os Verdes alertam para a instrumentalização política do símbolo.