Frase do dia

  • “Portugal tem sido o país mais cooperante com os EUA, a permitir continuar a guerra ilegítima no Irão, fornecendo uma base de borla. Somos cobardes”, Miguel Sousa Tavares
  • “Portugal tem sido o país mais cooperante com os EUA, a permitir continuar a guerra ilegítima no Irão, fornecendo uma base de borla. Somos cobardes”, Miguel Sousa Tavares
  • “Portugal tem sido o país mais cooperante com os EUA, a permitir continuar a guerra ilegítima no Irão, fornecendo uma base de borla. Somos cobardes”, Miguel Sousa Tavares
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Moçambique quer acelerar a entrada de investimento privado e colocar Portugal numa posição privilegiada no novo ciclo de desenvolvimento do país. A mensagem foi deixada por João Osvaldo Machatine, coordenador executivo do Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos, durante o encontro «Diálogo África-Europa: Infraestruturas, Financiamento e Execução», realizado na Porto Business School.

Machatine defendeu uma alteração profunda do papel do Estado, que deverá concentrar-se na definição de políticas, regulação e criação de um ambiente institucional previsível, deixando ao sector privado um protagonismo crescente no investimento, produção, inovação e criação de emprego. O responsável revelou que, em cerca de 15 meses, o gabinete que coordena viabilizou uma carteira de projectos estruturantes avaliada em 6,8 mil milhões de dólares e estruturou financiamento para o Orçamento do Estado de aproximadamente 2,3 mil milhões.

Entre as áreas prioritárias estão turismo, agricultura, logística, energia, formação profissional e digitalização. Machatine destacou ainda os corredores de Maputo, Beira e Nacala e o potencial energético do país, sustentado pelo gás natural e por minerais críticos. Segundo afirmou, os projectos de gás actualmente em desenvolvimento ou preparação representam investimentos próximos de 60 mil milhões de dólares.

Para Portugal, deixou uma mensagem particularmente direta: Maputo pretende ver operacionalizada rapidamente a linha de garantias assinada entre os dois governos, permitindo às empresas portuguesas competir pelas oportunidades que se abrem. “Quem chegar primeiro será o primeiro a ser servido”, advertiu, defendendo que Portugal se torne também uma plataforma de entrada de investidores europeus, americanos, chineses e do Médio Oriente em Moçambique.

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