Frase do dia

  • “Portugal tem sido o país mais cooperante com os EUA, a permitir continuar a guerra ilegítima no Irão, fornecendo uma base de borla. Somos cobardes”, Miguel Sousa Tavares
  • “Portugal tem sido o país mais cooperante com os EUA, a permitir continuar a guerra ilegítima no Irão, fornecendo uma base de borla. Somos cobardes”, Miguel Sousa Tavares
  • “Portugal tem sido o país mais cooperante com os EUA, a permitir continuar a guerra ilegítima no Irão, fornecendo uma base de borla. Somos cobardes”, Miguel Sousa Tavares
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A audiência concedida por Paulo Rangel a Venâncio Mondlane, a 18 de setembro, no Palácio das Necessidades, terá provocado mal-estar junto do Governo moçambicano. O encontro ganhou particular visibilidade depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros português ter divulgado nas redes sociais uma fotografia dos dois. Segundo a publicação oficial, Mondlane foi recebido a seu pedido, durante uma passagem por Lisboa, para falar sobre Moçambique e as relações com Portugal e a União Europeia.

Fontes ligadas ao governo de Daniel Chapo confidenciaram ao 24Horas ter “alguma dificuldade” em compreender a atitude de Rangel, especialmente na divulgação publica a audiência: “Era desnecessário, quase que chega a ser provocatório, especialmente nesta altura”

De facto, a iniciativa ocorreu num momento delicado. O antigo candidato presidencial enfrenta no Tribunal Supremo moçambicano uma acusação ligada às manifestações que se seguiram às eleições de 2024, sendo que entre os crimes que o Ministério Público lhe imputa estão a apologia pública ao crime e o incitamento ao terrorismo.

Um experiente diplomata português também não escondeu ao 24Horas a sua surpresa, considerando “totalmente desnecessária” a divulgação pública da audiência: “Até posso admitir que o governo português queira ouvir o líder da oposição moçambicana sobre o momento político do país, mas para isso existem canais próprios e discretos, nunca através de uma reunião pública com o ministro dos Negócios Estrangeiros que, além de mais, é também ministro de Estado e segunda figura do governo”, afirmou, rematando: “É uma provocação desnecessária e infantil”.

Entretanto, o 24Horas apurou que as autoridades moçambicanas equacionaram mesmo retirar o convite ao ministro Paulo Rangel para participar na reunião sobre ‘Diálogo Nacional Inclusivo’, ocorrida poucos dias depois em Nova York, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, mas optaram por não dar sinais públicos do seu desconforto quanto à divulgação pública, através das redes sociais do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, do encontro entre Rangel e Mondlane.

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