Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que um grupo extremista planeava realizar ataques em Brasília durante o período eleitoral de 2026. Entre os locais estudados pelos suspeitos estava o Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia estar, além do espaço previsto para um debate do segundo turno das eleições.
A investigação começou depois de informações obtidas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificarem grupos que utilizavam a internet para disseminar conteúdos extremistas e discutir possíveis ações violentas. Os investigadores passaram a acompanhar as comunicações e encontraram indícios de que as conversas estavam a avançar para um possível plano de ataque.
Os suspeitos utilizavam grupos no Telegram e, segundo as autoridades, muitos deles não se conheciam pessoalmente. Nas conversas, discutiam possíveis alvos em Brasília, formas de chegar aos locais e a mobilização de participantes de diferentes estados.
Entre os materiais encontrados estavam mapas e plantas de edifícios públicos da capital federal. O Palácio do Planalto aparecia entre os locais estudados pelo grupo. A investigação também identificou conteúdos relacionados com a preparação de explosivos, mas os detalhes técnicos não foram divulgados pelas autoridades.
A intenção, segundo as informações reveladas pela investigação, era realizar ataques durante um período de grande movimentação política no país. O plano incluía atingir o Palácio do Planalto e, de acordo com a apuração, matar Lula caso o presidente estivesse no local.
A operação que interrompeu os planos foi batizada de Rede Interrompida e realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio do Ministério da Justiça e das polícias de outros estados. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrónicos e outros materiais que passaram a ser analisados pelos investigadores. A polícia procura agora identificar todos os envolvidos e determinar qual era o nível de organização e preparação alcançado pelo grupo.
O caso chama a atenção porque, segundo os investigadores, não se tratava apenas da divulgação de discursos extremistas na internet. As autoridades encontraram indícios de que os envolvidos discutiam a realização concreta de ações violentas e estudavam possíveis alvos.
A investigação continua para esclarecer a dimensão da rede e identificar eventuais novos participantes. A operação foi realizada antes que os ataques planeados fossem executados.